quinta-feira, 5 de abril de 2012

É semana santa e não feriado!


A Semana Santa é um tempo de profunda graça

"Infelizmente com o passar dos tempos as pessoas acabaram tornando um tempo de reflexão, de lembrança do sofrimento de Cristo, da via crucis, a sua morte e depois sua ressurreição e o tornaram em um feriado profano." By Thiago M. Florentino

Estamos num período propício que registra um marco, na nossa vida, de transformação, mudança, conversão. Esta semana é um marco da vida de Jesus Cristo, razão pela qual celebramos a Páscoa, a vitória da vida sobre a morte, a ressurreição. Deus sabe que temos necessidade de nos organizar dentro de um tempo. Todos os anos temos essa chance e quando ela chega, a graça de Deus chega com ela. A Semana Santa é um tempo de profunda graça que pode, se nós quisermos, ter o poder de transformar toda a nossa vida.

O segredo para nos desfazermos de uma vida velha, desvalorizada, entristecida, marcada por mágoas, ressentimentos e impulsos de vingança, que traz o peso dos erros e pecados do passado, carregada de culpa pelas más escolhas que fizemos, é dada pela Palavra de Deus, que, como um Pai misericordioso, nos coloca no colo e nos indica o caminho:
Se alguém está em Cristo, é criatura nova. O que era antigo passou, agora tudo é novo” (II Cor 5,17).

A sua vida só se torna vida nova quando você está em Jesus. É Deus quem o renova e vem ao seu socorro para lhe dar uma nova chance. Quando você coloca o seu coração nas mãos de Deus, se entrega a Jesus, neste momento é o fim da vida velha e o começo da vida nova, e de deixar passar o que já passou.


O que era velho agora se renova em Cristo. Todas as graças espirituais, afetivas, emocionais e materiais de que precisamos, assim como todos os dons preciosos, vêm de Deus Pai, como nos ensina a Sagrada Escritura. Hoje, o que você precisa virá pelas mãos do Senhor. Tudo vem de Deus por meio de Jesus Cristo, diz a Palavra, que reconciliou a cada um de nós com Ele e nos deu a graça de nos reconciliarmos com Deus Pai ao pôr nas mãos dos homens o ministério da reconciliação, que, de maneira especial, se concretiza no sacramento da confissão. Esse sacramento não vem dos homens, é disposição divina, vinda de Deus.


Atualmente, a confissão é particular, entre o padre e a pessoa, pois esta é uma maneira de não expor publicamente os erros cometidos por ela diante de outras pessoas que podem não ter estrutura e maturidade para não divulgar os pecados dela.


O ministério da reconciliação é uma graça, que passa pelos homens e é dada por Deus. O Senhor nos reconcilia todos os dias com Ele por intermédio desse ministério, pois foi o próprio Deus que, por meio de Cristo, nos reconciliou com Ele. Como? Não levando em conta os delitos da humanidade.


Deus quer reconciliar-se com você e lhe dar a graça de também se reconciliar com Ele, não levando em conta os seus erros [depois de se confessar]. Ele olha para você com misericórdia, quer perdoar-lhe e lhe dar uma palavra de paz e de reconciliação. E, para isso, colocou à disposição homens, que, como servos d’Ele, se prestam a realizar esse ministério. Reconcilie-se com o Senhor porque ainda há tempo, pois estamos no melhor tempo, a Semana Santa, na qual nos preparamos para a Páscoa do Senhor.


A graça de Deus acontece quando encontra um coração disposto a colaborar com Ele. Nós precisamos trabalhar juntos com o Espírito Santo para que a graça não nos escape e dê frutos.
Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

Transcrição e adaptação: Rita Bueno

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Cultura vale muito mais que a vontade do poder público.

Patos é ponto de referência central para as capitais Potiguar, Pernanbucana e Cearence, pois fica localizada praticamente no centro do estado da Paraíba.
Me pergunto, porque só agora o Dep. Hugo Motta se sensibilzou pela construção do teatro municipal? Não expõem por toda cidade, que Patos é bela, cheia de obras, embora que, o mais interessante é que quase todas elas são obras do Governo Federal e a Prefeitura coloca as placas como se fosse da prefeitura com ajuda do governo.

O pai dele vai completar seus oito anos de mandato e qual foi a obra pela cultura patoense? Era projeto de governo seu, transformar o Cine São Francisco em teatro, quando fez fortes críticas à Dinaldo porque deixou que vendessem o prédio do Cine Eldorado, e o que foi que ele fez? deixou que vendessem o São Francisco e que hoje é cobrado o valor 8x maior que deveria ser, porque logo quando assumiu, não tomou o prédio como bem de interesse público? Mas houve falta de interesse.

Se as entidades sociais da cidade fizessem algo, poderia haver mudanças nesse sentido, mais ficam todos grilados nas redes sociais, "decendo o pau" neles, levatem a bunda da cadeira e vão fazer algo de concreto, FAÇAM ALGO!!!! não planejem só por planejar, o papel não foi feito só para ser maltratado e jogado no lixo, sua essência é registrar majestosamene, que penetrado pelo grafite ou pela tinta, guarda por séculos e séculos a transparência do sentimento ali codificado.

A cultura nasce dagente, não da vontade do poder público, nóis podemos fazer cultura em qualquer lugar, a qualquer hora e a qualquer momento, só basta termos vontade, devemos não dar atenção a eles, do mesmo jeito que fazem conosco e assim veremos quem tem mais força. fica a dica!



Thiago M. Florentino

sábado, 24 de março de 2012

Salve paraíba querida, onde o sol nasce primeiro!


A Fundação Ernany Sátiro comemorou seu 21º aniversário em grande estilo.
Rogério Dantas; Funcionário da Justiça Eleitoral e poeta patoense.

Jessier Quirino; Arquiteto, escritor, poeta e natural de itabaiana.

No auditório do Fórum Miguel Sátiro, ontem (sexta, 23) a noite, a cidade de Patos prestigiou com grande estilo “nordestinêis”, a bela apresentação da vida do sertanejo pelos poetas patoense e itabaianense, Rogério Dantas e Jessier Quirino.

Tentarei fazer aqui, na mesma forma que foi a noite de ontem, transformar em versos e poesia, tudo o que aconteceu, antecipo que como fizeram os artistas não consigo me igualar, mais também não há porque eu não possa tentar. 

Da representação de Dantas, dos “dez de galopes na beira do mar” ao conto de Quirino, sobre o sentimento bonito do oceano, em sua “Paixão de Atlântico na beira do mar”.

 

Rogério Dantas deu início as apresentações,

de Fagner à Geraldo, Alceu e “seu” Luiz cantou várias canções,

histórias do amanhecer do dia,

até quando ele anoiteceu,

falou do plantador de milho,

que num “doutor” juiz,

uma rasteira lhe deu.

 

Contou tantas histórias outras,

de canções sertanejas perdi a conta

e pra fechar com chave de ouro,

da composição de Antonio Emiliano lembrou,

“Patos dos meus tempos” com todos os presentes cantou

e assim sua apresentação terminou.

 

Chegou a vez de Jessier Quirino,

Tão esperado pela grande plateia presente,

Logo no início, começou com “o povo” brincar,

Lembrando de como as horas,

O sertanejo gosta de tratar,

Construiu ali uma bodega,

Depois de apresentar todos os produtos,

O cliente “enduvidado”,

Viu o vendedor lhe entregar,

O que achava não encontrar lá,

Um parafuso de cabo de serrote.

 

Contou de quando o matuto,

Recusou a duvidosa oferta,

“felaputista” e “politiqueira”

Do sinhô seu coroné,

De quando pela primeira vez

foi na capital, um filme no cinema ver,

um filme internacionalmente legendado

não vendo a hora de voltar,

louco pra o filme contar,

aos matutos do sertão,

Que viu Arnô Sajinegue,

1.140 letras da legenda derrubar,

E deixar só três letras,

um ‘F’, um ‘I’ e um ‘M’

pra dizer que foi o finá.

 

A nostalgia Jessier nos fez bater,

Quando analogia ao poema,

de Manuel Bandeira fez,

levou todos no auditório,

ao passado passear,

“vou de volta pro passado”

No olhar de cada um,

Era possível ver,

Uns olhinhos de criança,

Que admirados e bem atentos a história,

Não queriam um instante perder.

 

Presenciei ontem a noite, um dos momentos “impar” em minha vida, vi duas autoridades no auditório do Fórum Miguel Sátyro se apresentar, não eram doutores das ciências, mais sim doutores da sapiência de um povo que não perde as esperanças, guarda suas raízes, foi vanguarda do crescimento brasileiro, salve Paraíba querida, onde o sol nasce primeiro.

 

Thiago M. Florentino

sexta-feira, 23 de março de 2012

JAZ o "sociólogo do riso" - Chico Anysio.

São muitos os qualificativos que acompanham Chico Anysio, sendo o habitual "humorista" o que mais reduz a abrangência de sua obra. Talvez o que melhor defina a trajetória do cearense de Maranguape tenha sido a expressão "sociólogo do riso", cunhada em 1973 pelo jornal O Globo. A  verve politica de Chico Anysio sempre andou de mãos dadas com seu lado cômico - o filtro usado para destilar, ainda que disfarçada de piada, sua contundente atitude crítica. Juntar humor e crônica social sempre foi a especialidade de Francisco Anysio Vianna de Oliveira Paula Filho, morto às 14h52 desta sexta-feira, 23 de março, aos 80 anos. Chico Anysio estava internado desde o dia 5 de dezembro no hospital Samaritano, no Rio. Ele chegou com infecção urinária. Recebeu alta no dia 21 de dezembro de 2011, mas voltou a ser internado no dia seguinte por causa de uma hemorragia intestinal. O quadro evoluiu para uma pneumonia. A causa de sua morte foi uma parada respiratório e falência múltipla dos órgãos, decorrente do choque séptico causado pela infecção pulmonar.


No começo de 2011, Chico passou três meses hospitalizado por causa de dor no peito. Na ocasião, ele foi submetido a uma angioplastia para desobstrução de artéria, seguida de uma traqueostomia e uma endoscopia.

Os muitos tipos criados e interpretados por Chico Anysio ao longo dos 63 anos de carreira, mais do que fazer rir explicitavam aspectos vergonhosos da sociedade brasileira. Na galeria de 209 tipos cômicos – número apontado em seu site –, é possível detectar a prática do coronelismo, o culto à celebridade, o populismo, a confusão entre esferas pública e privada, a corrupção, o analfabetismo, a diferença entre ricos e pobres, entre outras mazelas políticas e sociais. Boa parte deles foi apresentado ao público entre 1973 e 1980, durante o programa Chico City. A atração foi a primeira da longeva carreira televisiva de Chico, que teve início em 1957 com o programa Noite de Gala, da TV Rio. 

Onze anos depois, em 1968, o humorista entraria para o elenco da Globo. Entre 1982 e 1990, ele apresentou o Chico Anysio Show.


No início dos anos 70, a crítica política e social também se tornava foco do humor, na Inglaterra, com a estreia da série cômica Monthy Python. Por aqui, Chico Anysio e Jô Soares seguiam a tendência de zombar do conservadorismo político. “Em algumas épocas, sobretudo as de forte censura, o humor funcionou como válvula de escape, já que possui vocação intrínseca para revelar verdades escondidas sob o véu da mera diversão”, diz Elias Thomé Saliba, titular de teoria da história da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro As Raízes do Riso (editora Companhia das Letras, 366 páginas), em reportagem publicada no site de VEJA.


Precedidos por José Vasconcelos, tanto Chico Anysio, com Chico Anysio Show, quanto Jô Soares, com Viva o Gordo, transformaram a fórmula em apresentações ao vivo concorridas. Sobre o palco, diante do microfone, os dois destrinchavam o repertório de crítica política e social travestida de humor. O formato é idêntico à vigente comédia stand-up, praticada por humoristas jovens que fazem sucesso ao satirizar aspectos do cotidiano e celebridades.


Em suas últimas aparições públicas, Chico Anysio reclamou da geladeira a que foi submetido pela TV Globo. "De 1957, quando entrei na televisão, até 2002, quando extinguiram meus programas, sempre fui líder de audiência. Não sabia o que tinha feito de errado. Passei dias pensando em todos os diretores da Globo, um por um, para tentar chegar a quem teria me boicotado. Também pensei que os irmãos Marinho não gostavam de mim. Se o pai deles [Roberto Marinho, fundador da Rede Globo] estivesse vivo, eu não teria saído do ar", disse Anysio em entrevista à revista VEJA.

O criticismo ferrenho que sempre direcionou a políticos mirou, ultimamente, o próprio humor brasileiro televisivo. "Quero ver criarem fenômenos duradouros, capazes de lançar bordões que se repitam nas ruas, como faço."


Fonte: Veja

quarta-feira, 21 de março de 2012

Verdade!

Cores históricas e culturais, que fazem parte das raizes de tantas tribos e grupos afros no Brasil.