quinta-feira, 2 de maio de 2013

Só 44% dos trabalhadores contribuem com a Previdência na PB, diz IBGE

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), apenas 44% dos trabalhadores ativos na Paraíba são contribuintes da Previdência Social. 

Mesmo com um aumento de 68,36% no número de contribuintes desde 2002, este ainda é um valor insuficiente, de acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação Previdenciária da Gerência Executiva do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) em João Pessoa, Célia Cristina Ugulino de Araújo. 

Para ela, o problema também está na falta de conhecimento e de esclarecimento tanto do trabalhador quanto do empregador. “Diante de qualquer infortúnio, o trabalhador pode contar com esta cobertura. A Previdência também beneficia o patrão, que está cumprindo o seu papel. Se eles tivessem consciência disso, os números seriam diferentes”. 

A coordenadora também lembrou que a Previdência Social não se resume apenas à aposentadoria, mas que abrange uma gama de direitos fundamentais, como auxílio-doença, auxílio-acidente, salário maternidade e auxílio-reclusão. Existem quatro tipos de aposentadoria: por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e também uma especial, que beneficia os trabalhadores que estão expostos a agentes químicos, físicos e biológicos. 

Quando o trabalhador se aposenta pela Previdência Social, ele poderá receber até R$ 4.159 por mês. Mas este valor só será concedido para quem está contribuindo na mesma proporção, que é o teto máximo. Existe a possibilidade de incrementar a aposentadoria com a Previdência Privada, um investimento antecipado. Mas, para o economista Rafael Bernardino, e para a Coordenadora do Núcleo da Educação Previdenciária do INSS, Célia Cristina, a prioridade do trabalhador deve ser a Previdência Social, não a privada. Assim, os direitos assegurados em caso de doença ou gravidez, por exemplo.

Thiago M. Florentino
Fonte: G1 Paraíba

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Correção de alguns enganos referentes à abreviações

Quem faz mestrado no Brasil é mestre ou mestra, certo? Mestre ou mestra em alguma área do conhecimento humano. No meu caso, meu título é o de “Mestre em Educação” - o que está grafado no meu certificado. Isso todo mundo entende, e bem.

O problema começa quando vão abreviar o termo “Mestre”. Deparo todos os dias com “Ms.”, a abreviatura para “manuscriptos” (manuscrito), como sugere a Academia Brasileira de Letras (ABL*).

A par desse “Ms” aí, tenho visto “Msc.”, abreviatura do inglês “Master of Science” (Mestre em Ciências), para designar a abreviatura da titulação de pessoas que nunca estiveram estudando nos Estados Unidos da América do Norte -o que insistem em grafar para designar o meu título que, como foi dito acima, é o de Mestre em Educação, ainda que uma dissertação de Mestrado seja um produto científico (o meu eu o obtive na Unifersidade Federal de Uberlândia).

Entretanto, meu título não se refere a “Manuscrito”, nem é de “Mestre em Ciências”. No entanto, há quem insista em usar essas formas, erradas, ao largo de “Me.”, a abreviatura em Língua Portuguesa para Mestre. Mestra recebe a abreviatura “Ma.”, fórmulas mais próximas daquilo que sugere a ABL, que aqui neste texto surge não como um "magister dixit" medieval, mas como uma referência, exatamente por estar diretamente ligada à Língua Portuguesa.
 
Outra confusão que fazem é com “PhD”, que, latina, mas consagrada em inglês, é a abreviatura para “Doctor of Philosophy” (Doutor em Filosofia).

Mas a forma “PhD” tem sido usada em lugar de “Dr.”, abreviatura para “Doutor”, em Língua Portuguesa. “Dra.” é a forma abreviada de “Doutora”. Mas não são essas formas que prevalecem. Pergunto: por quê?

Depois de uma série de conversas com colegas e de algumas pesquisas, cheguei à conclusão de que devo valorizar a língua materna. Em função disso, adotei, desde que a tenho, a fórmula “Me.”, quando a indicação da minha titulação se faz necessária nos meandros da burocracia acadêmica brasileira.

Embora tenha tomado essa providência, minhas dúvidas persistem: por que será que as pessoas continuam ignorando a maneira correta de empregar esses elementos de nossa língua? Será desconhecimento? Ignorância? É a tão manjada submissão ideológica aos norte-americanos dos Estados Unidos a causa dessas impropriedades? É muito difícil diferenciar quem obtém titulação no Brasil (o meu caso) de quem a alcança nos Estados Unidos?
 
Dizem que um povo que ignora os próprios valores termina por não ter história.

De minha parte, penso que o povo que não sabe defender a língua-pátria também não saberá o que é soberania, amor-próprio, auto-estima e, principalmente, a importância dos valores em meio aos quais vive.

É por essas razões e por querer defender a cultura brasileira, defender os nossos valores e as nossas especificidades diante de outras nações, que paro e escrevo esse tipo de texto. Sei, entretanto, que isso é questiúncula diante das aberrações políticas, educacionais e de outras naturezas que campeiam meu país. São tristezas que não invalidam esta discussão sobre a valorização da língua materna. Como educadores, ela diz respeito a todos nós.
* Para Mestre, a ABL sugere M.e.; para Mestra, a mesma ABL propõe M.ª, fórmulas que muitos julgam confusas e esteticamente intragáveis -opiniões com as quais concordo. Em todo caso, vale consultar: PUCRS Abreviaturas.

Texto de Wilson Correia; Doutor em Educação pela UNICAMP e Adjunto em Filosofia da Educação na UFRB. 

Thiago M. Florentino

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cuide de quem um dia já fez muito mais do que isso por você

Foto: Facebook
O maior descaso dentro do Hospital Regional de Patos, sabem qual é?

É a falta de sensibilidade, de responsabilidade e principalmente a falta de respeito para com o ser humano, de algumas pessoas, pois hoje pela manhã quando fui buscar meu avô (Manoel Florentino) que havia recebido alta, observei uma coisa bem interessante.

De 10 pessoas que estavam na área amarela, 7 eram idosos e desses sete dois estavam sem ninguém por perto.

Um deles estava dormindo, recebendo soro e com a sonda de oxigênio, mais não havia sido higiênizado ainda, isso por volta das 12h da manhã, meio dia melhor dizendo, em consequência disso o mesmo se encontrava cheio de moscas na parte da barriga e do rosto.

Ai me pergunto, é custo cuidar de quem dedicou a vida toda para você estar vivo hoje? Pois por muitas das vezes meu pai e minha mãe já fizeram isso, ficar sem comer para não ver eu e minhas irmãs passarmos fome, é justo tratar com desprezo quem tanto teve orgulho um dia por você existir?

É justo ignorar quem um dia fez questão de lhe mostrar à sociedade, e com muito orgulho dizer, " esse(a) é meu(minha) filho(a)!"?

Sorte dessas pessoas que tem os médicos, os enfermeiros e os acompanhantes dos outros pacientes para também olharem por eles.

Era esse o meu recado para hoje.

Boa Noite

Thiago M. Florentino

domingo, 7 de abril de 2013

Homenagem ao Dia do Jornalista

Eis a homenagem do Blog Thiago Florentino àqueles profissionais que trazem as respostas do que foi acontecimento no mundo.

Parabéns à todos os Jornalistas de Patos, da Paraíba, do Brasil e do Mundo!

Abra a imagem para poder visualizála melhor.

Quero desde já agradecer ao amigo e colega de profissão, Igor Nóbrega Gomes, proprietário do site MaisAgreste.com do estado vizinho, Pernanbuco, por ter compartilhado a imagem acima para também parabenizar a classe jornalística.

Firme e forte venceremos!!!

Thiago M. Florentino 

Caso Camelôs de Patos: Com um pouco de planejamento é possível chegar lá, basta querer!

Na última sexta feira (05), dezenas de comerciantes do tipo camelô tiveram que ser removidos de ruas centrais da cidade, em que na ação, foi utilizado um contingente de policiais desnecessário, pois parecia mais uma ação de invasão há uma favela do que de desapropriação de vias públicas.

Não estou aqui dizendo que os policiais tiveram atitude tal qual estivessem de fato invadindo uma favela, estou apenas dizendo que não era necessária a representação brutal que a polícia se mostrou, pois era sabido que as pessoas que estavam ali eram apenas comerciantes e não bandidos, que também em nenhum momento das conversas sobre o caso, os mesmos se mostraram violentos ao ponto de ser preciso tamanha representação policial.

Agora caros amigos, não venham aqui dizer que este ato não deve ser ligado à política, porque deve sim e em todos os sentidos digasse de passagem, pois a questão da remoção dos camelôs das avenidas centrais da cidade não é de hoje, já fazem três anos que o Ministério Público havia notificado à prefeitura pela primeira vez para que adequasse um local para alojar esses comerciantes, pois a mesma deveria desobstruir as calçadas e avenidas ocupadas pelos mesmos.

Pois bem, isso foi em 2010, ano de eleição, consequentemente a eleição de Hugo Motta  para Deputado Federal, vieram promessas e mais promessas e nada foi feito, passasse mais dois anos e chega 2012, o que é que tem? Eleições novamente e lá vêm as velhas promessas requentadas da eleição anterior. Só que desta vez a eleição foi de Francisca Motta para prefeita, que também é pertencente ao PMDB, partido do ex prefeito Nabor e do Dep. Federal Hugo Motta.

Então chega 2013, porém já se passaram todos os prazos dados pelo Ministério Público em relação ao remanejamento dos camelôs, isso implica dizer o quê? Nada mais que a evidente falta de interesse em criar um local próprio para o funcionamento do comércio informal de nossa cidade, e que o foco foi totalmente direcionado para fins eleitoreiros. Não me venham com demagogia barata, pois a verdade é que houve sim, falta de interesse em contribuir com a estabilização desse tipo de comércio e favorecimento em prol dos filiados e agregados do Partido do Movimento Democrático Brasileiro em Patos, acabando que por força maior os camelôs terem que ser removidos do centro da cidade.

Prefeita Francisca Motta, não persista no erro de seu antecessor, avalie o quanto antes uma forma de dar um local digno há esses comerciantes, pois eles vivem disso e precisam muito mais do que nós.

Thiago M. Florentino