segunda-feira, 6 de maio de 2013

Seis mil médicos cubanos virão trabalhar no interior do Brasil

O governo brasileiro se prepara para importar 6 mil médicos cubanos para trabalhar no interior do Brasil. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 06, pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, depois de um encontro com o chanceler de Cuba, Bruno Rodriguez. "Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina no Brasil. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e à qual atribuímos um grande valor estratégico", informou o ministro.

A vinda dos médicos cubanos começou a ser negociada em janeiro de 2012, quando a presidente Dilma Rousseff visitou Havana pela primeira vez. A intenção do governo brasileiro é levar os cubanos para trabalhar em cidades do interior do Brasil onde hoje não há atendimento e onde os médicos do País não querem trabalhar.

O Brasil, no entanto, terá que encontrar uma solução para a autorização de trabalho para esses médicos. Hoje, médicos formados no exterior precisam fazer uma prova de revalidação do diploma, o Revalida, em que menos de 10% dos que tentaram nos dois últimos anos foram aprovados. "Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles possam desempenhar sua atividade profissional no Brasil, no sentido de atendimento a regiões particularmente carentes do País", explicou Patriota.

Fonte: Estadão

Opinião
Quem sabe a Paraíba também receba alguns

Visto os últimos acontecimentos inerentes ao Hospital Regional de Patos, seria uma boa o Governador Ricardo Coutinho contatar o Ministro Patriota, pois essa medida seria o suficiente para sanar o embrulho que passa aquela unidade hospitalar.

Já que o principal entrave é o fato dos médicos da cidade não quererem exercer suas funções conforme o que lhe é de dever, principalmente se tratando dos plantonistas, que não abrem mão de forma alguma de atender em suas clínicas particulares, pois se o mesmo estando de plantão quer também atender em sua clínica.

É indiscutível a possibilidade de uma única pessoa estar em dois lugares ao mesmo tempo, ou ele está na sua clínica, ou está no hospital para dar plantão a quem quer que chegue para ser atendido, o fato é que isso é inadmissível, quer receber um valor justo então cumpra primeiramente com sua função, pois se essa não está sendo feita como deve, não há o porquê de existir aumento salarial por algo que não está sendo feito.

Thiago Florentino

Segundo TRT ouve um aumento de quase 100% de processos após a PEC das Domésticas

Após a promulgação da chamada PEC das Domésticas, que ampliou os direitos da categoria, aumentou o número de processos protocolados na Justiça da Paraíba por trabalhadores domésticos. A constatação é da Corregedoria Geral do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que fez um levantamento da quantidade de ações movidas nos quatro primeiros meses de 2013. Segundo o tribunal, uma comparação entre janeiro e abril mostra um aumento de quase 100%.

Na última sexta-feira (3) completou um mês que a PEC das Domésticas entrou em vigor. A Proposta de Emenda Constitucional iguala os direitos dos empregados domésticos aos dos demais trabalhadores urbanos e rurais. Entre as mudanças garantidas com a norma está a jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 semanais. O pagamento de horas extras, a garantia de salário nunca inferior ao mínimo ( que é atualmente é de R$ 678) e o reconhecimento de convenções ou acordos coletivos também passaram a ser obrigatórios.

"De acordo com o TRT da Paraíba, neste mês de promulgação da PEC o número de processos ajuizados na Justiça do Trabalho por empregados domésticos atingiu a marca de 97, número mais alto este ano."

No primeiro mês de 2013, ainda conforme o levantamento da corregedoria do TRT, foram protocoladas 49 ações trabalhistas referentes à categoria. Em fevereiro foram 53 e em março o número saltou para 85.

Apesar de estar em vigor há um mês, sete benefícios para a categoria ainda não estão valendo por falta de regulamentação. Estão em suspenso os seguintes itens: seguro-desemprego, indenização em demissões sem justa causa, conta no FGTS, salário-família, adicional noturno, auxílio-creche e seguro contra acidente de trabalho. A emenda prevê um prazo de 90 dias para que esses direitos sejam regulamentados.

Thiago Florentino
Fonte: G1 Paraíba

sábado, 4 de maio de 2013

ONG critica impunidade há assassinos de jornalistas no Brasil

A organização Comitê para a Proteção de Jornalistas destacou em seu relatório anual “crescentes taxas de impunidade” de assassinos de jornalistas no Brasil, na Somália e no Paquistão.

"O Museu da Imprensa de Washington (www.newseum.org ) inscreveu em seu memorial nesta segunda-feira (14) os nomes de 19 jornalistas latino-americanos mortos em 2011 no exercício da profissão, dentre eles três brasileiros." Fonte: Folha

O Brasil foi listado em 10º lugar em um levantamento de nações onde mais ocorrem mortes de jornalistas e os responsáveis não são punidos.

O ranking foi elaborado com base em um levantamento que levou em conta assassinatos ocorridos entre 2003 e 2012 cujos criminosos não foram condenados. Apenas países onde ocorreram mais de cinco crimes foram considerados, por isso somente 12 nações aparecem na lista.

O Brasil contabilizou nove casos e uma média de 0,04 casos por milhão de habitantes. O resultado indica uma piora em relação ao ranking do ano anterior, quando o país figurava no 11º lugar, com um índice de 0,02 casos.

Iraque

O país considerado mais perigoso para o trabalho jornalístico foi o Iraque, com 93 casos e uma média de 2,8 assassinatos de jornalistas por milhão de moradores.

Em seguida no ranking vieram Somália (23; 2,3), Filipinas (55; 0,5) e Sri Lanka (9; 0,4).
A organização afirmou que o Brasil tem um histórico de violência contra a imprensa, mas os casos vinham diminuindo, enquanto a eficiência para esclarecê-los subia.
 
Porém, há três anos os assassinatos teriam começado a aumentar novamente. A violência se concentrou em repórteres de meios de comunicação online e blogueiros de cidades pequenas. O ano mais violento foi o de 2012, quando quatro casos foram contabilizados.

Thiago Florentino
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Em gestos, vejam o que chefes de Estado autoritários pensam da imprensa

A organização internacional Repórteres sem Fronteiras (RSF) espalhou pelas ruas de Paris montagens de fotos de mandatários violadores da liberdade de imprensa. Nas imagens, eles aparecem fazendo gestos obscenos. Os cartazes colocados em muros e estações de metrô mostram o presidente russo, Vladimir Putin; o ditador sírio Bashar Assad; Xi Jinping, presidente da China; Mahmoud Ahmadinejad, do Irã; e o gorducho tirano norte-coreano Kim Jong-un.

"Com três mandatos presidenciais e dois de primeiro-ministro, Vladimir Putin está há mais de treze anos à frente do poder na Rússia. E não gosta de opositores."

A ONG os descreve como "poderosos, perigosos e violentos, predadores que se consideram acima da lei”. A campanha é realizada no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, criado pela ONU e comemorado no dia 3 de maio. O slogan da campanha é: “Sem liberdade de informação, não há contrapoder”.

Os cartazes foram confeccionados a partir de uma lista de 39 pessoas e organizações “predadoras da liberdade de informação”. Neste ano, além de Assad, a RSF também menciona um dos principais grupos opositores ao regime, aFrente Al-Nusra, classificado como grupo terrorista pelos Estados Unidos. A Irmandade Muçulmana, que levou Mohamed Mursi à presidência no Egito, também é citada. Da América Latina, foram apontados nomes como o do presidente cubano Raúl Castro, e das organizações criminais Los Zetas, do México, e Urabeños, da Colômbia.

O iraniano Mahmoud Ahmadinejad aparece dando uma 'banana' para a imprensa, em montagem feita pela ONG Repórteres sem Fronteiras.

Ranking – A organização também atualizou o ranking dos países que mais respeitam a liberdade de imprensa, composto por 179 nações. No topo, estão Finlândia, Holanda e Noruega e, nas últimas posições, Eritréia, Coreia do Norte, Turcomenistão e Síria. O Brasil ficou na 108ª posição, na frente dos vizinhos Bolívia (109ª), Venezuela (117ª) e Colômbia (129ª). A argentina de Cristina Kirchner ficou com o 54º lugar.

“O índice de liberdade de imprensa publicado pela RSF não considera diretamente o tipo de sistema político do país, mas está claro que democracia providencia maior proteção para liberdade de produção e circulação de notícias e informação do que países onde os direitos humanos são desrespeitados”, destacou o secretário-geral Christophe Deloire. 

Agressões – Nesta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou sua preocupação com as agressões contra os jornalistas no mundo todo. Só nos primeiros quatros meses de 2012, foram assassinados dezessete repórteres, sete deles na Síria, quatro no Paquistão, três no Brasil, dois na Somália e um na Turquia. Os dados são do Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) e abrangem só os casos nos quais se confirmou o motivo do crime. Em 2012, foram assassinados 70 jornalistas no total, de acordo com a organização. A RSF divulgou números mais altos: 88 repórteres e 47 blogueiros foram mortos. “Condeno todos os ataques e a repressão. Estou especialmente preocupado porque muitos autores escapam de qualquer tipo de castigo”, afirmou Ban. 

Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), mais de 600 jornalistas foram assassinados nos últimos dez anos e apenas um crime de cada dez terminou com a condenação do culpado. No índice de impunidade, elaborado em função do número de assassinatos não resolvidos por milhão de habitantes e divulgado pela CPJ, o Iraque está no topo da lista, seguido da Somália e Filipinas. A Colômbia ocupada o quinto posto e o Brasil, o décimo.

Thiago M. Florentino
Fonte: veja

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Só 44% dos trabalhadores contribuem com a Previdência na PB, diz IBGE

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), apenas 44% dos trabalhadores ativos na Paraíba são contribuintes da Previdência Social. 

Mesmo com um aumento de 68,36% no número de contribuintes desde 2002, este ainda é um valor insuficiente, de acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação Previdenciária da Gerência Executiva do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) em João Pessoa, Célia Cristina Ugulino de Araújo. 

Para ela, o problema também está na falta de conhecimento e de esclarecimento tanto do trabalhador quanto do empregador. “Diante de qualquer infortúnio, o trabalhador pode contar com esta cobertura. A Previdência também beneficia o patrão, que está cumprindo o seu papel. Se eles tivessem consciência disso, os números seriam diferentes”. 

A coordenadora também lembrou que a Previdência Social não se resume apenas à aposentadoria, mas que abrange uma gama de direitos fundamentais, como auxílio-doença, auxílio-acidente, salário maternidade e auxílio-reclusão. Existem quatro tipos de aposentadoria: por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e também uma especial, que beneficia os trabalhadores que estão expostos a agentes químicos, físicos e biológicos. 

Quando o trabalhador se aposenta pela Previdência Social, ele poderá receber até R$ 4.159 por mês. Mas este valor só será concedido para quem está contribuindo na mesma proporção, que é o teto máximo. Existe a possibilidade de incrementar a aposentadoria com a Previdência Privada, um investimento antecipado. Mas, para o economista Rafael Bernardino, e para a Coordenadora do Núcleo da Educação Previdenciária do INSS, Célia Cristina, a prioridade do trabalhador deve ser a Previdência Social, não a privada. Assim, os direitos assegurados em caso de doença ou gravidez, por exemplo.

Thiago M. Florentino
Fonte: G1 Paraíba