sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Compromisso com um sentimento

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´.
No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. 

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...

Arnaldo Jabor

Thiago M. Florentino
Texto de Jabor e o título criado por mim.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Show de ROUPA NOVA é transferido de local

Devido ao SUCESSO de VENDAS o show do ROUPA NOVA, Fillipi Warley e Forró Doidera agora será no ESTADIO MUNICIPAL JOSÉ CAVALCANTE, Sábado dia 26 de Novembo.
Foi pensando em proporcionar mais Segurança, Conforto e Comodidade que a Makaíba Produções e Eventos decidiu apenas tranferir o local da festa pra o Estádio Municipal José Cavalcante. 
Ainda da tempo de adquirir individuais e mesas nas Lojas Compre e Veste, Banca Catedral, Churrascaria O Rancho e Restaurante Recanto do Sabor.

Para mais informações  (83)3423-7783
Thiago M. Florentino
Fonte: Dam di Sousa e Fábio Soares

Carro do Google Street View é visto em Patos-PB.

foto do site galerajovem.net
O carro do Google Street View está pelas ruas de Patos nesta quarta-feira (23) realizando um trabalho de filmagem terrestre de toda a cidade, para a partir daí disponibilizar na internet imagens áreas que já foram gravadas anteriormente e agora de fachada dos prédios da cidade.
 
Um dos veículos foi visto hoje no Centro da Capital do Sertão. Os carros do Google Street View possuem 15 lentes que captam imagens em 360 graus de vários pontos da cidade.

Este mesmo trabalho está sendo realizado desde outubro em João Pessoa e em Campina Grande.
O trabalho em Patos está sendo feito em parceria com o setor cartográfico da PRefeitura de Patos. De acordo com o engenheiro cartográfico, Natan Osório, o setor vem fazendo o acompanhamento necessário a fim de auxiliar no trabalho de busca direta de informações sobre a cidade que já foi filmada pelo alto.

Thiago M. Florentino 

Fonte: GaleraJovem.net

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

STJ decide que hospedar prostitutas configura tráfico de pessoas para exploração sexual


foto retirada da web
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), condenou um homem que acolhia em sua residência, em Brasília, mulheres vindas de São Paulo para exercer a prostituição na capital federal, por entender que foi configurado crime previsto no artigo 231-A do Código Penal: promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual.

Apesar da defesa alegar atipicidade da conduta. Sustentou que o tráfico interno de pessoas só ocorre quando há vantagem em relação a esse delito específico, que seria o tráfico internacional de pessoas. Argumentou também que nunca houve ameaça, força ou outras formas de coação contra as mulheres, que pagavam R$ 150 pela hospedagem. Os programas eram agendados pela ex-companheira do denunciado.

Também foi questionado a durabilidade por mais de 30 dias da interceptação telefônica, onde o relator, ministro Jorge Mussi, verificou que as prorrogações das escutas tiveram fundamentação idônea, justificadas, principalmente, nas informações indicadoras da prática criminosa colhidas pela polícia. Há também a essencialidade desse meio de prova. Segundo os autos, as investigações não começaram pelas interceptações telefônicas, mas por averiguações em casas de massagens, acessos à internet, campanas e filmagens.

Mussi levou em consideração o fato de já existir sentença condenatória transitada em julgado na data de 30 de novembro de 2010.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo judicial.

 Thiago M. Florentino

Fonte: Portal STJ

Negro sofre 'discriminação institucionalizada' no serviço de saúde, diz diretor de ONG



Eliane Barbosa Cortesia bbc - cortesia para o BBC/Brasil
 Além de ter menos acesso a planos de saúde do que brancos, a população negra também sofre uma "discriminação institucionalizada" nos serviços públicos de saúde do país, segundo o diretor do Fundo Baobá, Athayde Motta.


"De alguma forma, os serviços do Estado reproduzem o preconceito de parte da sociedade. Pesquisas mostram que nos locais onde a maior parte da população é negra o serviço tende a ser pior", diz Motta.

A tese defendida por Motta, que dirige o Fundo Baobá, uma ONG que viabiliza projetos que promovam a equidade racial, já foi sentida na pele por Marcelo Antonio de Jesus.

Educador em uma ONG em São Paulo, 36 anos, Jesus conta que "durante exames", já sentiu "que há o receio de alguns médicos de tocar o paciente, pelo fato de ser negro".


"Isso também ocorreu com familiares. No meu caso, em uma ocasião, fui a dois médicos diferentes. Um deles nem me examinou e deu o diagnóstico só a partir do que eu havia contado", disse.


Eliane Barbosa, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo que publicou um trabalho analisando políticas públicas que lidam com desigualdade no país, diz que parte dos médicos dão tratamento diferenciado a indivíduos brancos e negros, mas não apenas ns serviço de saúde público como também no privado.


"Em alguns casos os médicos consideram que as mulheres negras, por exemplo, são mais fortes que as brancas, que elas não precisam dos mesmos cuidados", diz Eliane, que tem 40 anos e faz parte da parcela dos 15,2% dos negros que possuem plano de saúde no Brasil.


Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, a proporção dos brancos com acesso plano de saúde é o dobro, ou 31,3%.


'Racismo inconsciente'


Para Eliane, não se trata necessariamente de um "um preconceito racional" por parte dos profissionais de saúde. "Não quer dizer que eles querem discriminar alguém", diz.

"É uma questão de referência dos médicos, geralmente homens e mulheres brancas. É uma questão muito profunda, uma reprodução inconsciente de um comportamento (racista da sociedade)", diz.


Marcelo Antonio de Jesus, que é educador, defende que a questão seja abordada nos cursos de medicina do país. "É necessária uma quebra de cultura. Boa parte dos estudantes de medicina vem de uma elite. É difícil que esses profissionais queiram depois atender na periferia. É até compreensível, porque eles vão encontrar uma realidade muito diferente da que vivem. Por isso a educação é importante", diz.


Eliane também acha que é preciso incluir a questão racial nas universidades. Ela lembra, ainda, que existem algumas doenças com maior incidência em determinados grupos, "como é o caso da pressão alta entre os negros", diz.


Ascensão e discriminação
Marcelo Antonio de Jesus cortesia para o BBC/Brasil

A ascensão da classe C no Brasil permitiu um acesso maior de parte significativa da população negra brasileira a renda e consumo. Mas, segundo Athayde Mota, isso não significa que a discriminação racial diminuiu.


"A ascensão da classe C está transformando a vida dessa população em vários sentidos. Mas a discriminação racial continua a se manifestar, só que agora em outros locais. O preconceito aparece em restaurantes e locais que os negros não frequentavam", diz Motta.

Thiago M. Florentino
Fonte: BBC/Brasil